Cozinha da Vegan

Dicas e receitas da culinária vegan

O primeiro

Eu disse que novidades estavam vindo e como prometido a primeira delas é a nova sessão de Entrevistas. De tempos em tempos vocês terão acesso a perguntas e respostas sobre veganismo e culinária. Sempre que eu puder eu trarei pessoas inspiradoras para auxiliar nossa caminhada.
Para dar início eu convidei a minha musa vegana, a sra. Papacapim: Sandra Guimarães! Todos vocês já lerem sobre a Sandra por aqui, todas sabem que ela é uma inspiração pra mim e para muitos veganos. Você pode ler algumas informações que eu escrevi sobre o site dela aqui ou acessem diretamente o Papacapim.

ENTREVISTA - SANDRA GUIMARÃES, Papacapim 

Essa é a Sandra, gente!

1. Resumidamente, fale um pouco de você. Quem você é, de onde você veio, aonde está e o que faz. 
Se eu tivesse que me definir em cinco palavras, eu diria: mulher, ativista, vegana, feminista e cozinheira. Eu nasci em Natal, onde morei até os vinte anos. Depois fui morar em Paris, onde fiz faculdade de linguística. Aos vinte e seis me mudei pra Palestina e passei cinco anos lá, trabalhando como voluntária nos campos de refugiados e fazendo vários tipos de atividades ligadas à culinária vegetal e ao ativismo pelos direitos humanos. Deixei a Palestina no ano passado e atualmente moro em Bruxelas. Aqui eu organizo oficinas de culinária vegetal e trabalho como chef a domicílio. Criei meu blog, Papacapim, no início de 2010 e desde então, paralelo a tudo que acontece na minha vida, divido receitas e histórias com meus leitores. E sempre que posso dou palestras sobre veganismo e sobre as violações dos direitos humanos na Palestina.


2. O que o veganismo significa para você? E o que o veganismo pode proporcionar ao mundo?
Pra mim o veganismo é uma prática ativa e diária que me ajuda a ser uma pessoa mais consciente, responsável e gentil. Ele foi a maneira que encontrei de alinhar a maneira como me alimento com meus valores éticos. Eu sempre digo que ser vegana me dá a oportunidade de praticar a responsabilidade e a compaixão três vezes por dia e acredito que é exatamente isso que o veganismo pode proporcionar: um mundo com mais responsabilidade e compaixão, tanto com animais humanos quanto não-humanos.


3. Falando um pouco do seu blog, de onde você tira tanta inspiração para criar receitas?
Parece que quando você trabalha com criação, a inspiração aparece por todos os lados. Pelos menos isso é verdade pra mim.  Eu leio vários blogs/sites de culinária e adoro livros de receitas, que leio antes de dormir, como se fossem romances. Outra ótima fonte de inspiração pra mim é ler cardápios de restaurantes.  Outras fontes de inspiração pro meu trabalho são: comer em restaurantes e na casa dos amigos, visitar feiras e mercados, viajar. Viagens talvez seja o que mais me inspira, pois quando viajamos todos os sentidos ficam em alerta e você se abre mais facilmente pro novo. É fácil se acomodar e usar sempre as mesmas combinações de ingredientes quando você está em casa, mas viagens me forçam a sair da minha zona de conforto e a explorar novas possibilidades, novos ingredientes. Comidas não veganas também podem me inspirar. Adoro o desafio de tentar recriar uma textura ou sabor, que normalmente depende de ingredientes de origem animal, usando somente ingredientes vegetais. Faz trabalhar o cérebro e sempre descubro coisas muito interessantes, mesmo quando não consigo replicar a receita perfeitamente. Muitas vezes acabo criando algo completamente diferente, mas delicioso e único.


4. Nos meus anos de veganismo eu percebi que a maior barreira que as pessoas possuem contra o veganismo é a alimentação, o apego que elas tem por aquilo que comem no dia a dia, o medo do novo e a praticidade são grandes fatores que pesam nessa decisão de mudar o estilo de vida, foi por esse motivo que eu criei meu blog. Eu quero mostrar aos brasileiros que uma alimentação vegana pode ser rica nutricionalmente e muito saborosa. Sendo assim você acredita em “ativismo culinário”, ou seja, divulgar o veganismo através das suas receitas?
Claro que acredito em ativismo culinário! Afinal é isso que venho fazendo no Papacapim há quatro anos. Quando me tornei vegana acreditava, na minha grande inocência, que as outras pessoas só continuavam comendo carne porque não sabiam o que estava por trás desse ato. Então durante alguns meses militei ativamente na tentativa de converter os amigos e a família ao veganismo. A reação, como era de se imaginar, não foi das mais positivas e no final das contas ninguém se tornou vegano por causa dos artigos que escrevi, nem dos documentários que recomendei. A resposta era sempre uma variação da frase "Fiquei com pena da vaquinha, mas carne é tão gostoso..." Então eu cheguei à seguinte conclusão: a maioria das pessoas faz suas escolhas alimentares guiadas unicamente pelo estômago. Ao invés de me desencorajar, essa constatação iluminou um caminho que até então eu não tinha imaginado: ativismo  gastronômico. Pensei que se era o estômago que guiava as decisões das pessoas, então eu ia seduzi-las por aí, mesmo. Desde então a minha missão tem sido fazer comida vegana tão saborosa que onívoros sentem vontade de comer simplesmente porque é gostoso. E ao constatar que não é preciso abrir mão do prazer de comer bem pra ter uma atitude mais responsável e ter mais compaixão na hora de se alimentar, o veganismo passa a ser uma possibilidade. Então não só acredito em ativismo culinário, como acho que muitas vezes ele é o mais eficaz de todos.


5. Se você tivesse que escolher alguns ingredientes, o que não poderia faltar na cozinha do Papacapim?
Depois que me tornei vegana o número de ingredientes que entram na minha cozinha  aumentou consideravelmente, então é muito difícil escolher só alguns. Mas os essenciais são: azeite extra-virgem, cebola e alho, vinagre balsâmico, sal marinho e pimenta do reino, castanha de caju, missô e levedo de cerveja maltado. Os seis primeiros são meus temperos de base, que uso o tempo todo. Castanha de caju, missô e levedo de cerveja maltado são os ingredientes do meu queijo fermentado e eu não consigo viver sem ele. Se você permitir que eu faça uma lista um pouco mais longa dos meus ingredientes essenciais, acrescentaria: feijão, amêndoas (pra fazer leite), aveia em flocos, sementes de chia, óleo de linhaça, molho shoyo, castanha do Pará, tofu, tahina, limão, coentro e manjericão fresco. Se eu tiver isso tudo à minha disposição só preciso acrescentar legumes e frutas frescas pra fazer uma infinidade de pratos deliciosos e oferecer tudo o que o meu corpo precisa.

E uma receita pra vocês e seus leitores: hummus com abóbora.


Hummus é a coisa mais maravilhosa que já inventaram pra passar no pão. Benditos árabes! E além de delicioso e nutritivo, é naturalmente vegano. Eu vivo cantando louvores ao hummus no meu blog e anos atrás dividi a minha receita de hummus tradicional, mais uma versão com pimentão vermelho grelhado. Mas tem outra versão que adoro: hummus com abóbora (ou jerimum, como falamos no meu estado). É exatamente como um hummus tradicional, mas basta acrescentar um pouco de abóbora cozida e o sabor se transforma, ficando mais delicado e adocicado. Uma delícia! E ainda por cima a cor fica linda.

Hummus com abóbora

2 xícaras de grão de bico cozido, sem tempero
3 colheres de sopa bem cheias de tahina
2 colheres de sopa de suco de limão (ou a gosto)
1 dente de alho picado
3/4 de xícara de abóbora cozida no vapor ou assada (amasse antes de medir)
1/4 xícara de água
Sal e pimenta do reino
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de gergelim torrado

Bata todos os ingredientes no liquidificador, com exceção do gergelim, até ficar bem cremoso. Prove e corrija o tempero (talvez você queira 
acrescentar mais limão, mais sal...). Sirva polvilhado com o gergelim e regado com mais azeite, se quiser.
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Sandra querida, muito muito muito obrigada pela entrevista, você fez uma leitora muito feliz e tenho certeza que meus leitores também irão adorar o que você escreveu. Continue nos inspirando por ser quem você é e pelas receitas maravilhosas!

Observação: As duas fotos deste post foram enviadas pela Sandra Guimarães.

Merece ser compartilhada

Antes de ser vegana eu passei quase 1 ano no vegetarianismo, foi em outubro de 2006 que eu virei adepta da alimentação sem carne. Posso afirmar que as coisas naquela época não eram fáceis, nós não tínhamos a quantidade de produtos industrializados que temos hoje e muitos que tinham eram bem ruins, as informações sobre receitas também não eram muito satisfatórias, mas felizmente eu achei um refúgio em uma comunidade no Orkut, a "Receitas Éticas" e na Revista dos Vegetarianos. Estes foram dois meios que me auxiliaram muito para eu aprender mais sobre a culinária vegana e descobrir esse hobby maravilhoso que é cozinhar.

Ontem eu estava fuçando em diversos sites e comunidades de receitas veganas e nada me contentou muito, então eu lembrei de umas primeiras receitas que eu fiz e que ganharam MUITO meu coraçãozinho pela gastronomia veg. É o palmito de forno que foi postado na Revista dos Vegetarianos há muuuuuuitos anos. Você pode conferir a receita original aqui. Eu fiz algumas modificações, pois o molho branco da receita é feito com extrato de soja e hoje em dia isso não me agrada, resolvi apostar na mistura de leites vegetais de amêndoas e aveia. Antes de tudo eu gostaria de esclarecer que eu nunca consegui deixar esse prato visualmente certinho, ele sempre parece uma gororobinha, mas uma gororoba que merece ser compartilhada...

PALMITO DE FORNO


INGREDIENTES
- 1 vidro de palmito
- 2 tomates
- 1 cebola média
- 1 dente de alho grande
- 1/2 cubo de caldo de legumes
- 1 xícara de leite de amêndoas
- 1/2 xícara de leite de aveia
- 1 colher de sopa de amido de milho
- Azeite
- Sal
- Pimenta do Reino
- 1 colher de sopa de cheiro verde
- Batata palha para cobrir

MODO DE FAZER
Pique a cebola, o alho e o tomate em cubinhos. Separe metade da cebola e alho e doure com azeite, acrescente o tomate e refogue até o tomate estar levemente cozido. Corte o palmito em rodelas e acrescente no refogado. Acerte o sal, a pimenta do reino e coloque o cheiro verde.


A parte misture os leites vegetais com 1 colher de amido de milho. Refogue o restante da cebola e do alho com azeite e acrescente o leite vegetal, vá mexendo até engrossar e ficar cremoso e acrescente o caldo de legumes.


Em um refratário, (eu utilizei um quadrado relativamente pequeno) disponha o refogado de palmito, coloque por cima o creme e por último acrescente a batata palha por todo o refratário. Leve ao forno por 20 minutos e sirva com uma salada.

Quando tudo pesa

Semana passada a grana e o tempo estavam curtos assim como a disposição para preparar algo tinha ido para uma outra cozinha, não a minha. Não que a alimentação vegana seja cara, mas eu só não podia gastar muito, então reuni o útil com o agradável. Essa é uma receita bem simples de fazer, resolvi compartilhar com vocês, pois sei que muitos as vezes precisam daquele prato rápido, fácil e barato de se fazer.
Eu andava com vontade de comer purê, aquele bem quentinho e aveludado que só eu sei fazer, sim só eu mesmo! Sempre fico pensando que eu preciso comer proteína, algo verde e um carboidrato, pra matar a vontade de algo gostoso. Então eu reuni o purê que eu estava com vontade de comer, brócolis que tinha um montão na geladeira e carne de soja que também estava disponível. Para ficar mais bonitinho eu resolvi montar em forma de torta, uma camada de cada e colocar no forno para ficar mais "juntinho".
Eu não costumo comer soja sempre, talvez uma vez por semana e olhe lá, a minha proteína mesmo vem do feijão que está presente praticamente todos os dias. Mas de vez em quando eu tenho vontade de comer aquela esponjinha temperada, então a coloco como a minha proteína da refeição.
Duas coisas que vamos nos atentar aqui é a preparação do purê e o tempero da soja. Para o purê eu utilizo um pouco da água do cozimento, pimenta do reino, azeite e sal, nada de margarina, creme de soja ou leite vegetal, eu gosto do purê aveludado e não cremoso. O tempero de soja eu sempre utilizo uma mesma base, o azeite + shoyu + molho inglês e aí eu coloco o que mais eu quiser.

Torta de Batatas com Carne de Soja e Brócolis


INGREDIENTES
- 2 batatas grandes
- 2 xícaras de brócolis picados
- 100g de carne de soja
- Azeite
- Pimenta do Reino
- Sal
- 2 colheres de sopa de shoyu
- 2 colheres de sopa de molho inglês (veja os ingredientes, pois nem todos são veganos)
- 1 colher de soja de pimenta vermelha
- 1 cebola pequena
- 2 dentes de alhos

MODO DE FAZER
Descasque a batata e corte em rodelas finas, coloque-as em uma panela com água (só até cobrir as batatas) e salpique sal, deixando-as cozinhar até amolecer. Em uma outra panela esquente 1 xícara de água e quando ferver, desligue e coloque a soja por 5 minutos. Escorra a soja e com auxílio de um espremedor de batatas, aperte a soja para retirar toda a água. Esse tipo de carne de soja geralmente é bem gordinha, então corte cada uma ao meio. Corte a cebola em tiras finas e pique um alho em cubinhos. Refogue-os no azeite e acrescente a soja, juntando o shoyu, molho inglês e a pimenta. Refogue por mais 2 minutos até o líquido secar. Em uma frigideira refogue o outro alho picadinho, acrescente os pedaços de brócolis e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. O brócolis precisa ficar crocante mas começando a amolecer, então se necessário acrescente um pouco de água aos poucos para não queimar, quando atingir o ponto certo desligue. Para fazer o purê é só separar a água das batatas, mas sem descartar a água do cozimento, amasse-as com o amassador de batatas, acrescente 2 colheres de sopa da água de cozimento e 1 colher de sopa de azeite. Acerte o sal e salpique pimenta do reino.
Para montar a torta coloque azeite em um refratário quadrado, uma camada de purê, uma de carne de soja, outra de purê e finalize com os brócolis por cima, leve ao forno médio por 15 minutos.



Sobre inspiração

Minha mãe sempre trabalhou fora e muitos momentos que eu compartilhava com ela eram dentro da cozinha. Eu ficava sentada fazendo companhia enquanto ela preparava o jantar e desde sempre a vi cozinhar. Muitas coisas ela aprendeu com a minha querida vovó que também é uma cozinheira de mão cheia, apesar de hoje ela não fazer mais nada devido a sua idade. Nossa família sempre gostou muito de aprender novas receitas e particularmente dentro da minha casa nós fazemos comidas diferentes diariamente, não gostamos de comer na janta a mesma coisa que fizemos no almoço e pra isso a criatividade tem que rolar sempre. Quando aderimos ao vegetarianismo/veganismo nós tivemos que transformar totalmente nossa dieta e buscarmos novas receitas e preparos, compramos alguns livros, participamos de algumas comunidades de receitas e começamos a nossa transformação. Acredito que foi neste momento que eu peguei o gosto por cozinhar e descobrir novos paladares.
Bom, toda essa história foi só para contar que eu gosto muito de cozinhar de forma independente, isto é, sem receitas e medidas exatas, o que pode ser perfeito mas algumas vezes um desastre, mas eu SEMPRE busco inspirações que podem me auxiliar e eu resolvi compartilhar alguns com vocês

Cenourinhas da Horta da Minha Mãe

O primeiro deles é o meu site vegano favorito, minha maior inspiração, é o site Papacapim, da Sandra Guimarães, a musa vegana!

www.papacapimveg.com


A Sandra é uma brasileira que atualmente mora na Bélgica, mas já morou em outros países, em especial na Palestina, aonde ela adquiriu muita influência na criação de suas receitas e nas suas histórias também. O Papacapim Veg é um site bem pessoal, a Sandra costuma escrever bastante antes de suas receitas e isso é muito legal, ela tem uma escrita muito gostosa e suas histórias são sempre bacanas de acompanhar. Lá você encontra todos os tipos de receitas com ingredientes de fácil acesso, saudáveis, saborosas e de baixo custo, além de uma infinidade de informação nutricional vegana, modo de preparo de alimentos e duas coisas que muito me agradam: os guias veganos de cidade que ela já visitou e histórias da Palestina. Pode até parecer que eu puxo o saco, mas essa é a verdade! Na minha opinião, melhor site não há. Não deixem de acessar!

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O segundo é um dos meus favoritos, é o Compassionate Cuisine.

www.compassionatecuisineblog.com


Eu não vou saber afirmar, mas tenho quase certeza que a Márcia é portuguesa, devido a escrita ser um pouquinho diferente da nossa brasileira. Ela é estudante de Ciências da Nutrição, então suas receitas são recheadas de ingredientes saudáveis e sabor, todos combinados propositalmente para oferecer os melhores nutrientes. Para complementar, as fotos que ela tira são maravilhosas o que te dá mais vontade ainda de você reproduzir suas receitas. No Compassionate Cuisine você encontra também muitas dicas de nutrição vegana para facilitar sua vida. É um site também muito inspirador pra mim, uma das coisas que eu mais gosto é o seu menuzinho de receitas divido pelas categorias Pães, Café da Manhã, Entradas, Saladas, Sopas, Prato Principal, Sobremesa, Snacks e Bebidas e todos possuem mini fotinhos, assim fica super fácil você encontrar uma receita que te interessa.

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O terceiro é o blog vegan mais fofo que já criaram, é o The Vegan Stoner!

www.theveganstoner.blogspot.com


O blog é todo composto por desenhos de receitas feitos pelos designers veganos Graham I. Haynes e Sarah Conrique. As receitas boladas por eles são bem simples de serem feitas, porém em algumas delas há uns ingredientes que não são tão facilmente encontrados por aqui, mas nada impossível. É muito divertido acompanhar as receitas do Vegan Stoner, mas é um blog em inglês, então quem não entende muito prepare o tradutor do Google!

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O quarto e último, porém não menos inspirador é o site Natural Sassy 

www.naturallysassy.co.uk


Saskia (Sassy), é a dona, desse site espetacular, além de ser bailarina é uma ótima cozinheira e fotógrafa. O Natural Sassy, assim como os dois primeiros, preza principalmente pela qualidade dos ingredientes usados, todas as receitas são veganas, sem açúcar e sem glúten. O que eu mais gosto desse site são as fotografias que ela faz de suas receitas, a grande maioria é retirada do lado de fora, então há sempre muito verde e flores presentes. A Sassy ainda fala um pouco de nutrição esportiva, possui alguns vídeos e ainda presta um tipo de consultoria vegana. Vale a pena perder um tempinho lendo suas postagens

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BÔNUS:

Eu não poderia deixar de lado dois sites de receitas que sempre me ajudam:

1. VegVida - www.vegvida.com.br
    A Renata Octaviani (todos os veganos brasileiros devem conhecê-la) é uma das pessoas que eu sempre acompanhei desde que virei vegana, ela sempre disponibilizou muitas receitinhas gostosas, veganizou muitas delas e hoje em dia possui uma Rotisserie SENSACIONAL lá em Campinas - SP. Confira o site para acessar algumas receitas diferentes e ficar por dentro dos produtos que ela e sua sócia preparam.

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2. Universo dos Alimentos - www.universoalimentos.blogspot.com
    A Malu é uma querida vegana lá de Portugal que está sempre antenada em tudo que se trata de comida vegana. No seu blog você encontra uma infinidade de opções para compor a sua alimentação e se você não achar o que está procurando é só perguntar pra ela, pois ela, com certeza, irá encontrar o que você está procurando. A Malu também é a criadora do bolo 1001 versões, que é uma base que muitas pessoas usam para confeccionar qualquer tipo de bolo vegano. Não deixem de acessar todo o catálogo de receitas presente no blog.

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Espero que estes sites possam te inspirar também!

Beijinhos

Mais um apimentado

As obrigações me pegaram de jeito e o blog ficou abandonado por algumas semanas. Estou atolada em vários projetos da faculdade, pessoais e gastronômicos. Acredito que em breve virão algumas novidades bem legais. Tentarei me organizar melhor para garantir uma receitinha bacana para vocês sempre que eu puder, eu estou com bastante material para vocês e muitas ideias, só preciso de um pouco de tempo para escrever pro blog.

A receita de hoje é mais uma apimentada, é uma deliciosa sopa mexicana que leva batatas, cenoura, tomate, jalapeño e coentro. Ela é apimentada na medida certa e servirá para esquentar nesse friozinho que chegou por aqui. Se vocês acompanham meus posts, sabem que eu costumo postar pratos da culinária mexicana, que é bem rica em ingredientes veganos ou então que são fáceis de adaptar à nossa dieta.

Antes de fazer a sopa eu indico que vocês usem uma boa marca de tomate pelatti. Para quem não tiver o jalapeño em conserva utilize alguma pimenta saborosa que você tenha em casa para complementar.

SOPA MEXICANA



INGREDIENTES
- 2 latas de tomate pelatti
- 2 cenouras médias em rodelas
- 1 tomate maduro picado em cubos
- 1 batata grande picada em pedaços grandes
- 1 pimenta jalapeño em conserva
- 1 colher de chá de coentro picado
- 1 colher de chá de salsinha picada
- 1 cebola média
- 1 dente de alho 
- Sal
- Azeite
- 1 xícara de água

MODO DE FAZER
Bata no liquidificador as latas de tomate. Corte em cubinhos a cebola, o alho e a pimenta e doure ambos. A pimenta precisa ser bem refogada para perder um pouco da sua picância. Acrescente o tomate picado, refogue bem e coloque o restante dos legumes, o coentro, a salsinha e o molho de tomate pelatti. Acrescente um pouco de sal. Deixe cozinhar a mistura até começar a engrossar o molho, então acrescente a água. Quando os legumes estiverem levemente macios, acerte o sal e regue com azeite.
Na hora de servir salpique um pouco de salsinha.



Abri exceção

O quarto Sanduíche da Copa continua sendo lá do Velho Continente, o lugar que não tem uma culinária tradicional muito adequada aos veganos, mas que por outro lado possui a sua capital como um dos lugares mais fáceis do mundo para o vegano se alimentar, devido a quantidade de produtos específicos vegans. Sim, é a Alemanha, terra do salsichão, salada de batata, chucrute e do Oktorberfest!

Eu resolvi abrir exceção e ao invés de fazer um hambúrguer eu fiz um salsichão vegano. Não iria me perdoar se eu apenas tivesse feito um mero hambúrguer para a Alemanha. Aos apressadinhos, já digo que o meu salsichão não acompanhou chucrute, pois eu não sou nem um pouco fã. Mas caso você goste tenho certeza absoluta que irá combinar com o sanduíche que eu montei. O salsichão vegano foi inspirado na receita de Salsicha de Pinhão da Bia Gonzaga, que teve a ideia MARAVILHOSA de utilizar o pinhão como o principal dessa receita. É uma receita sazonal, pois não temos sempre o pinhão, mas em breve eu testarei com outros ingredientes. Combinei os salsichões com deliciosas cebolas marinadas. Utilize o pão de sua preferência na hora de servir.

SALSICHÃO ALEMÃO DE PINHÃO

INGREDIENTES PARA O SALSICHÃO

- 1 1/2 xícara de pinhão cozido previamente com sal
- 2 colheres de sopa de molho inglês (leia o rótulo para ter certeza se é vegano)
- 2 colheres de sopa de polvilho azedo
- 2 colheres de sopa farinha de glúten
- 1 cebola pequena
- 2 dentes de alho
- 1 colher de cheiro verde
- 1/2 colher de chá de fumaça líquida
- Sal a gosto
- Pimenta branca a gosto
- 1/4 de xícara de água
- Azeite a gosto

MODO DE FAZER

Bata o pinhão no liquidificador com todos os ingredientes, com exceção da cebola e do alho. Não é necessário triturar o pinhão completamente, pois fica gostoso sentir os pedacinhos no salsichão. Pique a cebola e o alho e refogue no azeite, acrescente a massa de pinhão na panela e refogue rapidamente. Caso queira acrescente mais pimenta branca, sal e azeite. Molde os salsichões com aproximadamente 2 colheres da massa bem cheias. Em uma frigideira antiaderente coloque os salsichões e grelhe-os. Os salsichões podem ser assados no forno também.

INGREDIENTES PARA A CEBOLA MARINADA

- 1 cebola grande
- 3 colheres de sopa de molho inglês
- 3 colheres de sopa de mostarda alemã
- 1/2 colher de chá de páprica picante
- Azeite

MODO DE FAZER

Descasque a cebola e corte em rodelas bem finas. Deixe-as marinando no molho inglês, mostarda, azeite e páprica picante por no mínimo 1 hora. Em uma frigideira, acrescente azeite e coloque a cebola com o molho refogue em fogo baixo até começar a caramelizar.

Sirva o salsichão com a cebola no pão que preferir. Acompanhe com uma cerveja gelada e GUTEN APPETIT!!!

Le Grand

Bonjour!

O hambúrguer da vez vem lá é de onde falam aquela língua linda, das Herbes de Provence, da Cidade Luz, do famoso crepe com nutella (que pode ser vegano sim!), da liberdade, fraternidade e igualdade. Oh la la, é a França!!!!!

Uma das minhas culinárias preferidas é a francesa, a combinação dos legumes, das ervas fresquinhas, o azeite (já que a manteiga fica de fora) e os assados transformam as receitas em verdadeiros banquetes. Nesta receita eu tentei usar alguns ingredientes presentes na gastronomia deles e bolar um delicioso hambúrguer.

Le grand burger é feito de berinjela defumada, com creme de amêndoas e cebolas carameladas naturalmente. A berinjela é um legume que solta muita água e como eu a fiz defumada é necessário utilizar a aveia e um pouco de farinha de rosca. A linhaça entrou como coadjuvante para dar liga ao hambúrguer e é importantíssimo que você utilize. Caso você não queira defumar a berinjela, mas que eu indico fortemente, você pode apenas fatiá-la e colocar um pouco de sal, deixando-a em um escorredor para que a água da berinjela seja retirada para depois triturá-la levemente no liquidificador.

HAMBÚRGUER DE BERINJELA DEFUMADA COM CREME DE AMÊNDOAS E CEBOLA CARAMELADA



PARA O HAMBÚRGUER
- 1 berinjela grande
- 1 dente de alho grande
- 1/4 xícara de aveia
- 1/4 de xícara de farinha de rosca
- 1 colher de chá de de tomilho fresco
- Pimenta do reino a gosto
- 2 colheres de sopa de farinha de linhaça
- 2 colheres de sopa de shoyu
- Azeite
- Sal a gosto (se necessário)

Para defumar a berinjela, higienize-a bem e acenda uma boca de seu fogão. Você irá colocar a berinjela em cima da boca para a chama queimar a casca até carbonizar a casca como um todo, vá virando-a para que a chama pegue por toda a berinjela. Em torno de 2 minutos ela já estará pronta, mas para ter certeza é só ir espetando uma faca na berinjela, se estiver mole já está bom. Descarte toda a casca queimada e pique a polpa, não estranhe o cheiro, é de queimado sim, mas o gosto da berinjela será de defumada. 
Agora você irá hidratar a linhaça, em um potinho coloque-a e acrescente mais 2 colheres de água, se necessário acrescente mais uma, mas espere para ver se a linhaça tornou-se gelatinosa, coloque o dedo para sentir, ela precisa parecer um gelzinho.
Pique o alho e refogue rapidamente no azeite e acrescente na berinjela, juntamente com o shoyu, a pimenta do reino e o tomilho. A mistura estará bem mole, então é hora de moldar o hambúrguer, coloque a farinha de rosca, a linhaça hidratada e a aveia. Se necessário acerte o tempero com mais sal e azeite. Dependendo da sua berinjela, ela pode ter mais água ou menos água, então veja se precisa de um pouco mais de aveia e farinha de rosca para o hambúrguer estar ficar mais estável para moldar.
Molde os hambúrguer e grelhe em uma frigideira anti-aderente com um pouco de azeite e em fogo baixo até que o hambúrguer esteja mais durinho por fora e macio por dentro.

PARA O CREME DE AMÊNDOAS
- 80g de amêndoas
- Sal
- 1 colher de sopa de azeite
- 1/2 colher de chá de sumo de limão
- 1 colher de sopa de azeitonas pretas picadas
- 1/4 de xícara de água filtrada

Esquente uma panela com água e deixe ferver. Acrescente as amêndoas e cozinhe-as por 10 minutos. Passe uma água gelada nelas, pois você irá retirar a casca delas, este é um processo muito fácil, basta apertar a extremidade da amêndoas e a casca irá se soltar. Coloque no liquidificador as amêndoas com 1/4 de xícara de água filtrada e bata até obter um creme liso.

PARA A CEBOLA CARAMELADA
- 1 cebola roxa média
- 2 colheres de azeite

Corte a cebola em tiras médias e coloque-a em uma frigideira anti-aderente com o azeite. Em fogo baixo vá mexendo a cebola ocasionalmente para não deixar queimar. A cebola deve caramelar naturalmente, pois ela possui açúcar. Quando ela estiver caramelada retire do fogo. 

Monte o lanche com alface, o hambúrguer, um pouco do creme de amêndoas e a cebola caramelada. Sirva no pão de hambúrguer se quiser.